Incômodos da doença

A doença hiperidrose causa transtornos para a vida do paciente, em especial transtornos sociais. Vejamos algumas situações:

 

Mãos

As mãos que chegam a pingar promovem uma severa limitação para as atividades estudantis, danificando os cadernos e estigmatizando as crianças portadoras do problema, que são freqüentemente criticadas e até rejeitadas pela sua turma de colegas e professores. Aquilo que parece hiperdesleixo, na realidade é hiperidrose.

 

Profissionais que trabalham com luvas sentem o suor pingar pelo braço, instrumentos de corda enferrujam e atletas têm severa limitação de desempenho em esportes como basquete, vôlei e tênis.

 

Axilas

Nas axilas, a sensação de falta de higiene, principalmente se acompanhado de odor forte (bromo-hidrose), gera fobia social tão intensa, que os pacientes evitam festas ou qualquer encontro social. 0 simples fato de falar ao telefone faz gotas correrem pelos braços e pela parte lateral do tórax. Mesmo no frio intenso, abaixo de zero, o fato de usar um paletó funciona como desencadeador do suor, ou seja, no frio, o agasalho piora os sintomas.

 

 

Face e cabeça

Na face e na cabeça, a hiperidrose é altamente constrangedora, pois gera impressão de insegurança. Nas mulheres, esses sintomas podem levar a um diagnóstico errado de menopausa precoce conduzindo a um tratamento inadequado. Ao deitar, muitas vezes esses pacientes suam intensamente a cabeça chegando a molhar o travesseiro.
 

Pés

Nos pés, além do mau cheiro contínuo pelo excesso de umidade, acontecem quedas ao solo, com freqüente torcer dos tornozelos, dificultando e até impedindo o uso de salto alto entre as mulheres. Calçados de couro deterioram e rasgam com facilidade.