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A definição correta de qual paciente pode ou não ser operado, e quais os gânglios que podem ser retirados é o que determina o sucesso do procedimento cirúrgico. Casos mal selecionados denigrem a técnica e desmotivam outros pacientes, que têm o perfil ideal para o tratamento cirúrgico. O cirurgião deve obedecer aos limites do Índice de Massa Corporal (IMC) do paciente e observar outras possíveis áreas de sudação. Exemplo: se a hiperidrose primária do paciente ocorre nas mãos e/ou nos pés, mas ele apresenta sudação aumentada (equivalente a um pouco menos da metade do seu suor de hiperidrose) nas costas, abdome, tórax, nádegas ou coxas, há um risco em torno de 20% de desenvolver hiperidrose compensatória no pós-operatório. Então, para esses pacientes, não é recomendável o procedimento cirúrgico.
Pacientes contra-indicados Pacientes que sofreram traumas torácicos ou infecções pulmonares, com derrame pleural ou cirurgia cardíaca prévia podem ter contra-indicação para essa cirurgia. Essas doenças pré-existentes promovem aderência da pleura (membrana que envolve o pulmão) à parede do tórax, impedindo assim que o pulmão abaixe durante o procedimento cirúrgico e deixe exposta a cadeia simpática, para que esta possa ser manipulada. As aderências pleurais acontecem em 20% dos casos operados e, mesmo assim, pode-se reverter o quadro de hiperidrose em até 98% dos pacientes. Quando as aderências oferecem risco de sangramento, a cirurgia é suspensa e é cogitado outro procedimento, com corte cirúrgico maior, ainda minimamente invasivo e com a mesma eficácia. Em alguns casos de hiperidrose axilar com pacientes obesos, ou outras áreas que não as primárias e que já suam muito, utiliza-se, com anestesia local, a técnica de curetagem aspirativa das glândulas axilares, procedimento semelhante à lipoaspiração mas, nesses casos, o que é retirado são as glândulas sudoríparas, e não o tecido gorduroso.
Incidência da hiperidrose A doença incide tanto em homens quanto em mulheres, mas estas tendem a buscar ajuda, e por isso engrossam as estatísticas. Verifica-se que, nos países ocidentais, onde os homens têm quase que os mesmos direitos e deveres das mulheres, nota-se uma discreta predominância da doença no sexo feminino. Já em países como Arábia Saudita, onde o homem tem mais privilégios sociais em detrimento da mulher, é maior o registro de reclamações masculinas por conta dos incômodos causados pela doença.
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